Cientistas encontram um ‘espelho’ do nosso sistema solar em dois planetas se formando

A jovem estrela WISPIT 2 vista pelo VLT com dois protoplanetas em formação indicados. (Crédito da imagem: ESO/C. Lawlor, R. F. van Capelleveen et al.)

doi.org/10.3847/2041-8213/ae4b3b
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#Exoplaneta 

Astrônomos acabam de fazer uma descoberta fascinante: observaram dois planetas gigantes em processo de formação ao redor de uma estrela jovem, criando um sistema que se parece surpreendentemente com o que deve ter sido o nosso Sistema Solar bilhões de anos atrás

A estrela, chamada WISPIT 2 (ou WASP-193 em algumas referências), fica a cerca de 437 anos-luz da Terra. Ela ainda é uma “bebê? no cosmos, cercada por um enorme disco de gás e poeira – o mesmo tipo de ambiente onde os planetas do nosso Sistema Solar nasceram há mais de 4,5 bilhões de anos.

Dentro desse disco, os cientistas identificaram dois planetas gigantes gasosos que estão crescendo ativamente. Eles estão abrindo lacunas, anéis e padrões claros no material ao seu redor, exatamente como Júpiter e Saturno provavelmente fizeram quando o nosso Sistema Solar ainda estava se formando. Essa estrutura sugere que os dois mundos estão moldando o disco de forma semelhante àquela que deu origem aos gigantes gasosos do nosso sistema.

Essa é apenas a segunda vez na história que os astrônomos conseguem observar diretamente múltiplos planetas se formando ao mesmo tempo ao redor de uma estrela. A observação foi possível graças aos instrumentos avançados do Observatório Europeu do Sul (ESO), e o estudo foi publicado na revista The Astrophysical Journal Letters.

Para os pesquisadores, o sistema WISPIT 2 funciona como uma verdadeira cápsula do tempo. Ele oferece um raro “olhar para o nosso próprio passado”, permitindo entender melhor como os planetas gigantes se formam e como influenciam o desenvolvimento de todo um sistema planetário. Um dos cientistas chegou a dizer que “WISPIT 2 é o melhor vislumbre que temos até hoje do passado do nosso Sistema Solar”.

Essa descoberta ajuda a ciência a responder perguntas antigas sobre a formação planetária e mostra que o processo que criou a Terra, Júpiter, Saturno e os outros planetas pode ser mais comum do que imaginávamos no Universo. É como assistir, em tempo real, ao nascimento de um sistema solar semelhante ao nosso.


Publicado em 28/03/2026 00h17


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