
doi.org/10.48550/arXiv.2507.13409
Credibilidade: 889
#3i/Atlas
Fotos detalhadas tiradas pelo recém-inaugurado Observatório Vera C Rubin mostram que o objeto interestelar 3I/ATLAS, descoberto recentemente, tem cerca de 11 quilômetros de largura, tornando-o o maior objeto do tipo já observado.
O cometa 3I/ATLAS, que vem de fora do nosso sistema solar, foi identificado no dia 1º de julho, viajando em direção ao Sol a uma velocidade impressionante de mais de 210 mil km/h. Menos de 24 horas depois, a NASA confirmou que ele é o terceiro objeto interestelar conhecido, ou seja, um pedaço de outro sistema estelar que está passando pelo nosso. As análises indicam que ele é um cometa e pode ter até 3 bilhões de anos a mais que a Terra, o que o tornaria, possivelmente, o cometa mais antigo já detectado.
Até agora, os cientistas só sabiam que a coma do cometa – a nuvem de gelo, poeira e gás que o envolve – tinha até 24 km de diâmetro. Mas o tamanho do núcleo, a parte sólida do cometa, ainda era um mistério. Um novo estudo, publicado em 17 de julho no servidor arXiv, reuniu mais de 200 pesquisadores que analisaram imagens do cometa capturadas pelo Observatório Vera C. Rubin antes mesmo de sua descoberta oficial. Essas imagens, tiradas em 21 de junho, mostram que o núcleo do cometa tem cerca de 3,5 km de raio, ou seja, aproximadamente 7 milhas (11 km) de diâmetro, com uma margem de erro de cerca de 0,7 km.

Antes do 3I/ATLAS, apenas dois outros objetos interestelares foram confirmados: o asteroide 1I/”Oumuamua, descoberto em 2017, com cerca de 400 metros de largura, e o cometa 2I/Borisov, visto em 2019, com um núcleo de cerca de 1 km. Isso faz do 3I/ATLAS o maior objeto interestelar já registrado.
As novas imagens também permitiram estudar a coma do cometa, revelando grandes quantidades de poeira e gelo de água ao redor do núcleo. Esses dados confirmam que o 3I/ATLAS é, de fato, um cometa natural, e não uma sonda alienígena disfarçada, como algumas teorias controversas sugeriram recentemente.

Localizado nos Andes chilenos, o Observatório Vera C. Rubin possui a maior câmera digital do mundo e está prestes a começar uma missão de 10 anos para mapear o céu do Hemisfério Sul, chamada Legacy Survey of Space and Time (LSST). As primeiras imagens do telescópio, divulgadas em junho, já revelaram mais de 10 milhões de galáxias com detalhes nunca antes vistos e descobriram milhares de novos asteroides.
O fato de o observatório ter capturado imagens do 3I/ATLAS 10 dias antes de sua descoberta oficial mostra o potencial revolucionário do telescópio. Especialistas acreditam que, nos próximos 10 anos, ele poderá identificar até 50 novos objetos interestelares, transformando nosso entendimento sobre esses visitantes de outros sistemas estelares.
Publicado em 27/07/2025 09h25
Texto adaptado por IA (Grok) do original em inglês. Imagens de bibliotecas públicas de imagens ou créditos na legenda. Informações sobre DOI, autor e instituição encontram-se no corpo do artigo.
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