
Na noite de quinta-feira, 28 de maio de 2026, o foguete New Glenn da Blue Origin explodiu violentamente na plataforma de lançamento no Complexo 36 da Estação da Força Espacial de Cabo Canaveral, na Flórida
O incidente aconteceu durante um teste estático de ignição dos motores, conhecido como “static fire”, que serve para verificar o funcionamento dos propulsores antes do voo real. O acidente representa um grande revés para a empresa fundada por Jeff Bezos, que esperava realizar o lançamento de satélites já nos primeiros dias de junho.
O foguete, que estava posicionado na plataforma, subitamente se transformou em uma enorme bola de fogo por volta das 21h (horário de Brasília). As chamas envolveram toda a estrutura e partes da base de lançamento. Felizmente, todos os funcionários presentes foram contabilizados e ninguém se feriu. Jeff Bezos, fundador da Blue Origin, comentou rapidamente nas redes sociais: “Todos os membros da equipe estão bem e em segurança. Ainda é cedo para saber a causa exata, mas já estamos trabalhando para descobrir. Foi um dia muito difícil, mas vamos reconstruir o que for necessário e voltar a voar. Vale a pena.”
Os satélites da Amazon Leo, que seriam lançados por esse foguete, ainda não haviam sido transportados para a plataforma. Eles seriam o primeiro de uma série de 24 lançamentos contratados pela empresa de Bezos para colocar uma constelação de satélites em órbita. Como o acidente ocorreu em um teste que não exigia licença específica da FAA (a agência americana de aviação), não haverá uma nova investigação formal por parte do órgão. A FAA apenas confirmou que o teste não afetou o tráfego aéreo.
Esse não foi o primeiro problema recente do New Glenn. Poucos dias antes, a Blue Origin havia recebido autorização para voltar a lançar após uma falha no voo anterior (NG-3), quando o segundo estágio apresentou um problema que impediu o satélite de ser colocado na órbita correta. A empresa já havia identificado nove ações corretivas para evitar que o erro se repetisse. Agora, com a explosão na plataforma, será necessário avaliar os danos na torre de proteção contra raios e no equipamento de transporte do foguete antes de retomar qualquer operação.
O impacto pode ir além da Blue Origin. Os motores BE-4, que usam metano como combustível, também são utilizados no primeiro estágio dos foguetes Vulcan da United Launch Alliance (ULA). Qualquer problema identificado nesses motores pode atrasar outros projetos importantes da indústria espacial americana.
A NASA acompanha o caso com atenção, pois depende da Blue Origin para várias missões do programa Artemis e da futura base lunar. Recentemente, a agência contratou a empresa para entregar veículos de exploração lunar usando o lander Blue Moon Mark 1. Além disso, a versão tripulada Blue Moon Mark 2 foi escolhida para levar astronautas à superfície da Lua em parceria com a espaçonave Orion. O administrador da NASA, Jared Isaacman, reconheceu a dificuldade de desenvolver foguetes pesados: “O voo espacial não perdoa erros e criar novas capacidades de lançamento é extremamente desafiador. Vamos apoiar uma investigação completa e avaliar os impactos nos programas Artemis e na Base Lunar.”
Comparado a incidentes anteriores em Cabo Canaveral, como a explosão de um Falcon 9 da SpaceX em 2016, a Blue Origin tem apenas essa plataforma orbital disponível no momento. Isso significa que o retorno às operações pode demorar mais do que o desejado, mesmo que a investigação técnica avance rapidamente.
O setor espacial vive momentos de grande ambição, com planos de bases na Lua, missões a Marte e constelações de satélites. Acidentes como esse lembram a todos que desenvolver tecnologia de ponta envolve riscos e exige perseverança. A Blue Origin, assim como outras empresas do setor, já demonstrou capacidade de recuperação em desafios anteriores. A expectativa é que, após a análise detalhada do que aconteceu, a equipe consiga corrigir os problemas e seguir em frente com os planos de voo. O caminho para o espaço continua sendo exigente, mas a determinação de quem trabalha nele costuma superar os obstáculos.
Essa explosão certamente atrasará cronogramas, gerará custos adicionais e exigirá muito trabalho de engenharia. No entanto, também reforça a importância de testes rigorosos e de aprender com cada falha para tornar os lançamentos espaciais mais seguros e confiáveis no futuro. A comunidade espacial acompanha de perto os próximos passos da Blue Origin.
Explosão do foguete New Glenn da Blue Origin em teste de pré-lançamento#NewGlenn
— Terra Rara??????ن (@Terra_Rara) May 29, 2026
Na noite de quinta, 28 de maio de 2026, o foguete New Glenn da Blue Origin explodiu violentamente na plataforma de lançamento no 36 de Cabo Canaveralhttps://t.co/DSBj8w8BAr pic.twitter.com/2kTJ2N6VHd
Publicado em 29/05/2026 08h50
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