
O governo dos Estados Unidos acaba de tornar públicos mais de 160 documentos, fotos e vídeos que antes eram confidenciais
Esses arquivos, disponíveis no site do Departamento de Defesa desde 8 de maio, registram relatos de OVNIs e UAP (sigla em inglês para fenômenos anômalos não identificados) ao longo de quase 80 anos, desde 1947.
Os materiais reúnem casos que o governo ainda não conseguiu explicar completamente. Como explicam os representantes do Departamento de Defesa, trata-se de situações sem dados suficientes para uma conclusão definitiva. Por isso, não há provas convincentes de que esses eventos tenham ligação com inteligência extraterrestre. A qualidade das informações muitas vezes é baixa, o que dificulta análises científicas mais profundas.
A NASA, por sua vez, mantém a posição oficial de que os UAP são reais, mas não indicam a presença de tecnologias alienígenas. A agência espacial realizou sua própria investigação em 2022 e 2023 e chegou à mesma conclusão: a maioria dos avistamentos resulta de dados limitados, impossibilitando conclusões seguras sobre origens extraterrestres.
Entre os arquivos mais interessantes do ponto de vista histórico estão os relatos feitos por astronautas da NASA nas décadas de 1960 e 1970. Um dos destaques é a missão Gemini VII, de dezembro de 1965. Apenas quatro horas após o início do voo, os astronautas Frank Borman e Jim Lovell avistaram um objeto não identificado pela janela da nave. Borman descreveu “centenas de pequenas partículas? passando. Quando o controle em terra perguntou se poderia ser um pedaço do foguete que acabara de se desprender, os astronautas negaram, pois conseguiam ver o booster em outra parte da órbita. A nave acabou se afastando do objeto, que nunca mais foi visto.
Os documentos também incluem transcrições e imagens das missões Apollo 11, Apollo 12 e Apollo 17. Nos registros, os astronautas mencionam clarões e partículas de luz na superfície da Lua. Em uma foto da Apollo 12, por exemplo, aparecem luzes não identificadas em diferentes regiões do céu lunar. Embora esses arquivos já estivessem disponíveis em arquivos públicos há décadas, algumas imagens agora foram destacadas com caixas de zoom para chamar atenção aos detalhes anômalos.
Muitos desses avistamentos podem ser explicados por causas comuns, como pássaros, ilusões de ótica, fotos de baixa qualidade ou até tecnologias de vigilância estrangeira, segundo investigações anteriores do Departamento de Defesa. Além disso, parte dos arquivos permaneceu classificada não pelo conteúdo dos objetos vistos, mas pela tecnologia militar sensível usada para registrá-los.
O Departamento de Defesa planeja continuar liberando mais documentos desclassificados nas próximas semanas. Enquanto isso, o público pode acessar o material completo e tirar suas próprias conclusões sobre esses mistérios que há décadas intrigam a humanidade.
Esses relatos, embora fascinantes, reforçam que a ciência ainda precisa de dados melhores para entender o que realmente acontece nos céus. Até o momento, nada aponta para visitantes de outros mundos, mas o debate continua aberto e a curiosidade, viva. (Aproximadamente 2.850 caracteres)
Publicado em 10/05/2026 04h42
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