A colisão entre as américas aconteceu mais cedo do que se imaginava

Evidências magnéticas sugerem que processos tectônicos importantes nos Andes já haviam diminuído, revelando um novo potencial nos métodos geofísicos para decifrar o passado da Terra. Crédito: Shutterstock

doi.org/10.26464/epp2026011
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#Tectonismo 

Um novo estudo de geólogos está mudando o que sabíamos sobre a formação dos Andes

Segundo a pesquisa, a grande colisão entre a América Central e a América do Sul terminou bem antes do que se pensava – antes de cerca de 10 milhões de anos atrás.

Os cientistas analisaram rochas vulcânicas antigas da Província Vulcânica de Combia, na região central da Colômbia. Essas rochas, formadas entre 12 e 6 milhões de anos atrás, no final do Mioceno, guardam “impressões digitais? magnéticas que revelam o que acontecia no interior da Terra naquela época.

Ao estudar a orientação dos minerais magnéticos dentro dessas rochas, os pesquisadores conseguiram distinguir os padrões originais de fluxo do magma daqueles causados por deformações posteriores, provocadas pelo movimento das placas tectônicas. O resultado surpreendeu: a maioria das rochas ainda preserva sua estrutura original, o que indica que elas sofreram pouca ou nenhuma deformação importante durante o final do Mioceno.

Isso significa que os grandes eventos de encurtamento e deformação da crosta terrestre, relacionados à colisão entre os dois continentes, já haviam terminado antes. Os processos mais intensos provavelmente ocorreram entre o Oligoceno e o meio do Mioceno, ou seja, milhões de anos mais cedo do que os modelos anteriores sugeriam.

“Os dados mostram que os eventos mais significativos da colisão entre a América Central e a América do Sul aconteceram antes do que imaginávamos”, explicam os pesquisadores. “Quando essas rochas vulcânicas se formaram, a deformação tectônica já estava mais fraca e restrita a áreas menores.”

Essa descoberta refina o entendimento de como as placas tectônicas moldaram a cordilheira dos Andes e a paisagem da região. Além disso, o estudo destaca o valor de técnicas magnéticas para reconstruir a história geológica em ambientes vulcânicos, oferecendo uma ferramenta poderosa para decifrar o passado da Terra.

Com isso, os cientistas agora têm uma visão mais precisa sobre quando e como as Américas se juntaram, o que ajuda a explicar melhor a evolução das montanhas e dos ambientes ao seu redor.


Publicado em 16/04/2026 00h51


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