
doi.org/10.1016/j.anthro.2025.103385
Credibilidade: 989
#Neandertal
Um crânio de uma criança pequena, que viveu e morreu há muitos milhares de anos onde hoje é Israel, é a prova física mais antiga já encontrada de que humanos modernos e neandertais, nossos parentes próximos, se misturaram por um longo período
Esse crânio, que tem cerca de 140 mil anos, mostra características tanto dos humanos modernos quanto dos neandertais. Ele é mais de 100 mil anos mais velho que o único outro achado semelhante, conhecido como a “criança de Lapedo”. Essa descoberta é tão importante porque muda o que sabíamos sobre quando os neandertais chegaram à região que hoje é Israel, ajudando a entender melhor a história compartilhada entre essas duas espécies.
“Em nosso estudo”, explica o antropólogo Israel Hershkovitz, da Universidade de Tel Aviv, “mostramos que o crânio da criança, que no geral se parece com o de um humano moderno, especialmente na curvatura do topo do crânio, tem um sistema de vasos sanguíneos dentro da cabeça, uma mandíbula e uma estrutura do ouvido interno típicos dos neandertais.”
Os restos desse crânio foram encontrados em 1931, durante escavações na Caverna Skh”l, no Monte Carmelo, numa região que na época pertencia à Palestina sob controle britânico. Esse lugar é conhecido por ter os primeiros enterros organizados já descobertos, com várias pessoas cuidadosamente sepultadas.
Entre os restos, havia o crânio parcial de uma criança que morreu entre 3 e 5 anos de idade, além de uma mandíbula que se separou durante a escavação, mas pertencia à mesma criança. Esses ossos eram difíceis de classificar. Hoje, são considerados de um humano moderno antigo, mas ainda havia dúvidas.
Com base em pistas encontradas em nosso próprio DNA, os cientistas sabem que a mistura entre neandertais e humanos modernos começou há cerca de 250 mil anos. Porém, descobrir onde e como isso aconteceu é mais complicado.
Até pouco tempo, acreditava-se que os neandertais só chegaram à região de Israel por volta de 70 mil anos atrás. Mas um estudo de 2021 encontrou fósseis na região com características de neandertais, sugerindo que eles podem ter estado lá há até 400 mil anos.

Nesse contexto, pesquisadores do Museu Nacional de História Natural da França, da Universidade de Liège, na Bélgica, e da Universidade de Tel Aviv decidiram reexaminar o crânio da criança de Skh”l. Eles fizeram escaneamentos 3D detalhados dos ossos, o que permitiu analisar com precisão suas formas e estruturas. Também reconstruíram o formato do crânio para entender como os vasos sanguíneos funcionavam.
“O fóssil que estudamos é a prova física mais antiga de cruzamento entre neandertais e humanos modernos”, diz Hershkovitz. “Tradicionalmente, os fósseis da Caverna Skh”l e da Caverna Qafzeh, perto de Nazaré, eram considerados de humanos modernos. Mas nosso estudo mostra que pelo menos alguns desses fósseis são resultado de uma mistura genética contínua entre a população local de neandertais, que era mais antiga, e os humanos modernos que chegaram à região.”
Essa descoberta ajuda a contar a história de como nossos antepassados conviveram e se misturaram com os neandertais, mostrando que essa relação é ainda mais antiga e complexa do que imaginávamos.
Publicado em 07/09/2025 16h40
Texto adaptado por IA (Grok) do original em inglês. Imagens de bibliotecas públicas de imagens ou créditos na legenda. Informações sobre DOI, autor e instituição encontram-se no corpo do artigo.
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