
doi.org/10.1038/s41586-025-09390-4
Credibilidade: 989
#Hominídeos
Humanos Antigos e Nova Espécie de Australopithecus Viveram Juntos
Há milhões de anos, na África Oriental, existiu uma espécie chamada *Australopithecus afarensis*, que viveu entre 3,9 e 2,9 milhões de anos atrás
Ela tinha características tanto de macacos quanto de humanos e era considerada um possível ancestral dos humanos modernos. Já os primeiros humanos, pertencentes ao gênero *Homo*, apareceram nos registros fósseis há cerca de 2,8 milhões de anos, na mesma região. Em 13 de agosto de 2025, cientistas anunciaram uma descoberta surpreendente: fósseis mostram que, entre 2,6 e 2,8 milhões de anos atrás, humanos primitivos conviveram com uma espécie até então desconhecida de *Australopithecus*. Essa descoberta revela que a evolução humana não foi uma linha reta, mas mais como uma árvore com vários galhos.
O antropólogo Brian Villmoare, da Universidade de Nevada, em Las Vegas, explicou:
– Antes, achávamos que a evolução humana era como uma linha reta, começando com um ancestral parecido com macaco e chegando até o *Homo sapiens*, que somos nós. Mas, na verdade, a evolução humana se ramificou várias vezes, ocupando diferentes papéis no ambiente. Isso não é algo único dos humanos – é comum em todas as formas de vida.
Essa descoberta sugere que, à medida que o clima da África Oriental ficava mais seco, a natureza “experimentou? diferentes formas de ser humano, enquanto espécies mais parecidas com macacos foram desaparecendo.
Mais de 20 pesquisadores da América do Norte, África e Europa publicaram essa descoberta na revista científica *Nature* em 13 de agosto de 2025.
Desvendando o Quebra-Cabeça da Evolução Humana
*Homo sapiens* é o nome científico dos humanos modernos. *Homo* é o gênero (uma categoria biológica acima da espécie), e *sapiens* é o nome da nossa espécie. Hoje, somos a única espécie de *Homo* na Terra, mas, no passado, existiram outras espécies humanas, algumas vivendo ao mesmo tempo. Por exemplo, os Neandertais (*Homo neanderthalensis*), que desapareceram há cerca de 40 mil anos, conviveram com humanos modernos.
A evolução humana é complexa, e essa nova descoberta mostra que ela é ainda mais complicada do que pensávamos.

Dentes Fósseis no Sítio de Ledi-Geraru, Etiópia
Os dentes são as partes do corpo que melhor se preservam como fósseis por causa de seu esmalte duro. Lucas Delezene, especialista em dentes de hominídeos (humanos modernos e seus ancestrais extintos) da Universidade de Arkansas, disse:
– Os dentes de *Homo* e *Australopithecus* são diferentes em detalhes sutis, mas, uma vez que você percebe essas diferenças, elas ficam claras e são muito consistentes.
No sítio arqueológico de Ledi-Geraru, na Etiópia, a equipe encontrou 13 dentes fósseis. Três desses dentes, datados de 2,78 e 2,59 milhões de anos, tinham características que indicavam pertencer a humanos primitivos do gênero *Homo*. Mas, para surpresa dos cientistas, outros dentes, datados de 2,63 milhões de anos, pertenciam ao gênero *Australopithecus*. Esses dentes não combinavam com nenhuma espécie conhecida, como *A. afarensis* ou *A. garhi*, o que levou os pesquisadores a concluírem que se tratava de uma nova espécie de *Australopithecus*.
Essa descoberta mostra que uma espécie de *Homo* e uma nova espécie de *Australopithecus* viveram ao mesmo tempo, algo inesperado, já que se acreditava que os *Australopithecus* haviam desaparecido há 2,9 milhões de anos.

Os Fósseis Mais Antigos de Humanos em Ledi-Geraru
O sítio de Ledi-Geraru também é conhecido por abrigar o fóssil mais antigo do gênero *Homo*, descoberto em 2015, com 2,8 milhões de anos. Esse fóssil, uma mandíbula, tinha características de macaco e humanas, sugerindo que era uma forma de transição entre *Australopithecus* e *Homo*.
Villmoare destacou:
– Os novos dentes de *Homo* encontrados em sedimentos de 2,6 a 2,8 milhões de anos confirmam a antiguidade da nossa linhagem. Sabemos como são os dentes e a mandíbula dos primeiros *Homo*, mas ainda falta muito para entender as diferenças entre *Australopithecus* e *Homo* e como eles conseguiram conviver no mesmo lugar.
Como os Fósseis Foram Datados
O sítio de Ledi-Geraru fica na região de Afar, na Etiópia, uma área com muita atividade vulcânica. Quando os vulcões entravam em erupção, jogavam cinzas com cristais de feldspato. Esses cristais podem ser datados usando uma técnica chamada datação por argônio-argônio.

O geólogo Christopher Campisano, da Universidade do Arizona, explicou:
– Podemos datar as erupções que aconteceram quando as cinzas foram depositadas. Sabemos que os fósseis estão entre essas camadas de cinzas, então datamos as camadas acima e abaixo deles.
Hoje, a região de Afar é um deserto com pouca vegetação. Mas, entre 2,6 e 2,8 milhões de anos atrás, era uma savana seca com algumas árvores, rios e lagos que aumentavam e diminuíam com o tempo. Isso foi descoberto por meio de estudos de fósseis, datação do terreno e análises geológicas.

Mais Perguntas Sobre a Evolução Humana
Essa descoberta trouxe muitas perguntas: Será que os primeiros *Homo* e a nova espécie de *Australopithecus* tinham dietas parecidas? Eles competiam por comida ou outros recursos? Será que interagiam entre si? Será que vieram de um mesmo ancestral?
Os pesquisadores ainda não deram um nome à nova espécie-buffer: *Australopithecus*, pois precisam de mais fósseis e estudos. Enquanto isso, continuam trabalhando com o povo Afar, que vive perto do sítio, para encontrar mais pistas.
Cientistas descobriram que, há 2,6 a 2,8 milhões de anos, na Etiópia, humanos primitivos e uma nova espécie de *Australopithecus* viveram juntos. Essa revelação mostra que a evolução humana é muito mais complexa do que imaginávamos, como uma árvore com muitos galhos!
Publicado em 29/08/2025 08h18
Texto adaptado por IA (Grok) do original em inglês. Imagens de bibliotecas públicas de imagens ou créditos na legenda. Informações sobre DOI, autor e instituição encontram-se no corpo do artigo.
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