Cientistas descobrem compostos que ajudam células a combater diversos vírus

Pesquisadores do MIT e de outras instituições descobriram compostos antivirais de amplo espectro por meio do uso de uma nova triagem optogenética, simbolizada nesta imagem por um feixe de luz perfurando um vírus. Créditos: Kendall Pata, Type A Creative; editado por MIT News

doi.org/10.1016/j.cell.2025.06.024
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#Vírus 

Cientistas do MIT e de outras instituições encontraram compostos que ajudam as células humanas a se defenderem de infecções virais ao ativar um mecanismo natural de proteção, chamado via de resposta ao estresse integrada

Esses compostos podem se tornar medicamentos antivirais capazes de combater não apenas um, mas vários tipos de vírus, como Zika, herpes e vírus sincicial respiratório (RSV).

Os pesquisadores testaram quase 400 mil moléculas e identificaram aquelas que ativam essa via de defesa nas células. Em experimentos com células humanas, os compostos conseguiram proteger contra infecções por RSV, herpes e Zika. Um dos compostos também foi testado em camundongos infectados com herpes, mostrando bons resultados.

“Estamos muito animados com esse trabalho, que usa a resposta ao estresse das células para encontrar e desenvolver antivirais de amplo espectro”, disse James Collins, professor do MIT. Ele e Maxwell Wilson, da Universidade da Califórnia, são os principais autores do estudo, publicado na revista *Cell*. Felix Wong, ex-pesquisador do MIT e líder da empresa Integrated Biosciences, é o autor principal do artigo. A pesquisa também envolveu cientistas de outras instituições, como Illumina Ventures e Universidade de Princeton.

Fortalecendo a defesa das células

Nas células humanas, a via de resposta ao estresse integrada é ativada quando há uma infecção viral ou outros estresses, como falta de nutrientes. Durante uma infecção, a presença de RNA de dupla hélice, produzido pelos vírus, faz com que a célula pare de fabricar proteínas, dificultando a multiplicação do vírus.

Os cientistas acreditam que compostos que fortalecem essa via podem ser usados como novos antivirais eficazes contra diversos vírus. “Normalmente, os antivirais são criados para combater um vírus específico”, explica Wong. “Nós pensamos que ativar a resposta ao estresse das células pode criar uma nova classe de antivirais que afetam algo essencial para a multiplicação de todos os vírus.”

Para encontrar esses compostos, os pesquisadores usaram uma técnica chamada optogenética, que permite controlar processos celulares com luz. Eles modificaram uma proteína chamada PKR, que ativa a via de estresse, para que ela pudesse ser acionada por luz azul, simulando uma infecção viral. Assim, testaram as 400 mil moléculas em células humanas expostas à luz, verificando quais compostos aumentavam a defesa celular.

A análise mostrou cerca de 3.500 moléculas com potencial antiviral, que foram estudadas mais a fundo.

Combatendo infecções

Os pesquisadores escolheram oito compostos promissores e testaram sua capacidade de combater vírus sem prejudicar as células humanas. Desses, três se destacaram: IBX-200, IBX-202 e IBX-204. Em células infectadas com Zika, herpes ou RSV, esses compostos reduziram significativamente a quantidade de vírus. Em camundongos com herpes, o composto IBX-200 diminuiu a carga viral e melhorou os sintomas.

Os experimentos mostraram que esses compostos ativam uma enzima que detecta estresse, preparando as células para responder melhor a infecções virais. Quando aplicados em células não infectadas, os compostos não causam efeitos.

Agora, os cientistas planejam testar esses compostos contra outros vírus e buscar novas moléculas que ativem a via de resposta ao estresse ou outras defesas celulares contra infecções virais ou bacterianas.

A pesquisa foi financiada pela Agência de Redução de Ameaças de Defesa, Fundação Nacional de Ciência, Escritório de Pesquisa do Exército dos EUA e Integrated Biosciences.


Publicado em 22/07/2025 06h32


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Texto adaptado por IA (Grok) do original em inglês. Imagens de bibliotecas públicas de imagens ou créditos na legenda. Informações sobre DOI, autor e instituição encontram-se no corpo do artigo.


Estudo original:


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