Cientistas descobrem nova espécie de pterossauro no Japão

Nipponopterus mifunensis, um pterossauro recém-identificado, conhecido por uma única vértebra no pescoço, já voou pelos céus antigos do que hoje é o Japão. Crédito: Zhao Chuang

doi.org/10.1016/j.cretres.2024.106046
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Pela primeira vez, cientistas encontraram uma nova espécie de pterossauro no Japão, batizada de Nipponopterus mifunensis

A descoberta, feita por pesquisadores do Japão, China e Brasil, destaca a rica história pré-histórica do país e é resultado de uma colaboração internacional.

O pterossauro, que viveu no período Cretáceo Superior, há cerca de 90 milhões de anos, foi identificado a partir de um pedaço de osso do pescoço (vértebra cervical) encontrado na década de 1990 na região de Kumamoto, na ilha de Kyushu, no sul do Japão. Após estudos detalhados com tomografia computadorizada na Universidade de Kumamoto e análises de parentesco evolutivo, os cientistas confirmaram que o osso pertence a uma nova espécie da família Azhdarchidae, que inclui alguns dos maiores animais voadores da história.

O fóssil está agora em exibição no Museu dos Dinossauros de Mifune, em Kumamoto, permitindo que o público conheça um pouco da vida pré-histórica do Japão.

Importância para a Paleontologia Japonesa

“Essa descoberta é um grande avanço para a paleontologia do Japão”, disse o Dr. Naoki Ikegami, do Museu dos Dinossauros de Mifune. “Até agora, nenhum pterossauro havia sido oficialmente identificado a partir de ossos encontrados no país. Esse achado nos ajuda a entender melhor a diversidade e a evolução dos pterossauros na Ásia Oriental.”

O Nipponopterus mifunensis tinha uma envergadura de asas estimada entre 3 e 3,5 metros e viveu durante as etapas Turoniano e Coniaciano do Cretáceo Superior, sendo um dos primeiros membros conhecidos de sua linhagem evolutiva.

Características Únicas

O osso do pescoço do Nipponopterus mifunensis apresenta características únicas que o diferenciam de outras espécies de pterossauros. Ele possui uma crista dorsal elevada que se estende ao longo do osso, além de uma ranhura longa na parte inferior, um formato triangular em uma das extremidades e projeções ósseas (postexapófises) posicionadas de maneira incomum, voltadas para os lados.

Essas características mostram que o Nipponopterus é diferente de todos os outros pterossauros da família Azhdarchidae. Análises indicam que ele é parente próximo de um pterossauro misterioso de Burkina, na Mongólia, e do gigante Quetzalcoatlus, da América do Norte.

Colaboração Internacional

O estudo, publicado na revista científica Cretaceous Research, envolveu pesquisadores da Universidade de Shihezi (China), do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo (Brasil) e de instituições japonesas, como o Museu dos Dinossauros de Mifune, a Universidade de Kumamoto e a Universidade de Hokkaido. Eles combinaram conhecimentos em análise de fósseis, tecnologia de imagens, modelagem e estudos evolutivos.

“É um belo exemplo de como a ciência conecta pessoas de diferentes países”, destacou o professor Toshifumi Mukunoki, da Universidade de Kumamoto.

Essa descoberta não só enriquece o conhecimento sobre os pterossauros, mas também reforça a importância da colaboração global para desvendar os mistérios do passado.


Publicado em 20/06/2025 21h26


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Texto adaptado por IA (Grok) do original em inglês. Imagens de bibliotecas públicas de imagens ou créditos na legenda. Informações sobre DOI, autor e instituição encontram-se no corpo do artigo.


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