
doi.org/10.48550/arXiv.2505.13407
Credibilidade: 888
#K218b
Cientistas recentemente encontraram uma molécula em um planeta distante que achavam que poderia indicar vida alienígena
Mas uma nova pesquisa sugere que essa molécula provavelmente é apenas um gás comum, e as evidências não são tão fortes quanto pareciam inicialmente.
Em abril, um grupo de cientistas da Universidade de Cambridge causou grande animação ao anunciar que o Telescópio Espacial James Webb havia detectado uma molécula na atmosfera de um planeta chamado K2-18b, a 124 anos-luz da Terra. Eles acreditavam que a molécula poderia ser dimetil sulfeto ou dimetil dissulfeto, substâncias que, na Terra, são produzidas apenas por seres vivos.
Essa notícia gerou manchetes no mundo todo. Mas uma equipe da Universidade de Chicago decidiu investigar mais a fundo, sabendo que afirmações tão extraordinárias exigem provas muito sólidas.

Um Quebra-Cabeça Molecular
A nova pesquisa, liderada por Rafael Luque e publicada na revista Astronomy and Astrophysics Letters, concluiu que os dados disponíveis são muito incertos para confirmar a presença de vida. “Os dados que temos até agora são muito confusos para fazer uma afirmação tão grande”, disse Luque. “Não há certeza suficiente para dizer se é uma coisa ou outra.”
Observar planetas como o K2-18b é difícil porque eles estão muito longe e são fracos demais para serem vistos diretamente. Os cientistas usam técnicas inteligentes para analisar a luz das estrelas que passa pela atmosfera do planeta. Quando a luz atravessa a atmosfera, diferentes moléculas bloqueiam diferentes partes da luz, criando um padrão que pode indicar quais substâncias estão presentes.
Mas Michael Zhang, coautor do estudo, explica que identificar uma molécula específica com base nesses dados fracos é muito complicado. “Qualquer molécula com um átomo de carbono ligado a três hidrogênios aparece em um certo comprimento de onda”, disse ele. “O dimetil sulfeto tem essa característica, mas muitas outras moléculas também têm, e podem gerar padrões semelhantes nos dados do telescópio. Mesmo com dados melhores, seria difícil ter certeza de que é realmente dimetil sulfeto.”
Etano, Não Extraterrestres
A análise da equipe mostrou que outras moléculas poderiam explicar o que o telescópio detectou. Uma delas é o etano, um gás comum encontrado em planetas como Netuno, que não tem relação com vida. Caroline Piaulet-Ghorayeb, outra coautora, explicou que os cientistas preferem a explicação mais simples: “Só devemos considerar moléculas exóticas depois de descartar as que esperamos encontrar na atmosfera.”
Se o sinal pode ser tanto dimetil sulfeto quanto etano – um gás comum em planetas do nosso sistema solar “, a explicação mais provável é a mais comum, não a mais empolgante.
Falta de Dados e Exageros
Outro problema é que o anúncio de abril foi baseado em apenas uma observação do planeta. Tanto o Telescópio James Webb quanto o Hubble fizeram várias observações de K2-18b. Quando todos esses dados são analisados juntos, a evidência para o dimetil sulfeto fica muito mais fraca.
Os autores do estudo querem oferecer uma visão mais completa e cautelosa dos resultados.
Cuidado na Busca por Vida
“Descobrir se existe vida fora do sistema solar é a pergunta mais importante do nosso campo. É por isso que estudamos esses planetas”, disse Luque. “Estamos fazendo grandes avanços, e não queremos que isso seja ofuscado por anúncios precipitados.”
Essa pesquisa mostra que, por enquanto, é preciso ter cuidado antes de afirmar que encontramos sinais de vida em outros planetas. O que parecia ser uma descoberta emocionante pode ser apenas um gás comum, como o etano, e mais estudos são necessários para esclarecer o mistério.
Publicado em 27/05/2025 16h20
Texto adaptado por IA (Grok) do original em inglês. Imagens de bibliotecas públicas de imagens ou créditos na legenda. Informações sobre DOI, autor e instituição encontram-se no corpo do artigo.
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