
doi.org/10.1051/0004-6361/202450898
Credibilidade: 989
#Buracos Negros
O Telescópio Event Horizon (EHT), famoso por tirar as primeiras fotos de buracos negros, está agora trabalhando para resolver outro grande mistério do universo: como buracos negros lançam jatos poderosos de partículas para o espaço
O que são os jatos dos buracos negros?
Os jatos são fluxos enormes de partículas com energia muito alta que saem de buracos negros em velocidades próximas à da luz. Esses jatos podem se estender por milhares de anos-luz. Cientistas querem entender como eles são formados e o que acontece nas regiões próximas ao buraco negro que dá origem a esses fenômenos.
Recentemente, pesquisadores liderados por Anne-Kathrin Baczko, da Universidade de Tecnologia de Chalmers, na Suécia, usaram o EHT para observar um buraco negro supermassivo na galáxia NGC 1052, localizada a 60 milhões de anos-luz da Terra. Os resultados desse estudo foram publicados na revista científica *Astronomy & Astrophysics*.
Observando um buraco negro distante
A equipe de cientistas usou telescópios de rádio ao redor do mundo para coletar dados detalhados sobre o núcleo da galáxia NGC 1052. Esses telescópios funcionam como uma única “superlente” gigante, permitindo que os pesquisadores observem detalhes muito pequenos.
Segundo a pesquisadora Anne-Kathrin Baczko, esse buraco negro é um alvo difícil de observar porque sua luz é muito fraca e sua estrutura é complexa. Mesmo assim, com a ajuda de telescópios como o ALMA, localizado no Chile, eles conseguiram medir a força dos campos magnéticos perto do horizonte de eventos do buraco negro.

O que descobriram
1. Campo magnético poderoso:
Os cientistas estimaram que o campo magnético próximo ao buraco negro tem uma força de 2,6 teslas, que é 400 vezes mais forte que o campo magnético da Terra. Esse campo magnético pode impedir que materiais caiam no buraco negro, ajudando a lançar os jatos no espaço.
2. Jatos gigantes:
Os jatos da galáxia NGC 1052 se formam em uma região que tem um tamanho comparável ao do anel do buraco negro M87*, o primeiro buraco negro fotografado pelo EHT. Isso significa que será possível, no futuro, capturar imagens detalhadas desses jatos.
3. Alvo promissor para novas tecnologias:
Os cientistas também descobriram que a luz ao redor do buraco negro brilha em frequências ideais para o EHT, o que torna o núcleo da galáxia NGC 1052 um ótimo alvo para futuras observações.
O futuro da astronomia com rádio telescópios
Mesmo com todos os desafios, os astrônomos estão otimistas. Redes de telescópios mais avançadas, como o ngVLA (nova geração do “Very Large Array”) e o ngEHT (nova geração do Telescópio Event Horizon), prometem trazer imagens ainda mais detalhadas desses fenômenos incríveis no futuro.
Segundo Matthias Kadler, da Universidade de Würzburg, na Alemanha, essas novas tecnologias vão ajudar criando as imagens mais nítidas de buracos negros e seus jatos, revelando segredos ainda escondidos sobre o universo.
Essa pesquisa não apenas responde a perguntas sobre como os jatos se formam, mas também abre caminho para novas descobertas sobre os buracos negros e suas fascinantes interações com o espaço ao seu redor.
Publicado em 19/12/2024 09h26
Texto adaptado por IA (ChatGPT / Gemini) do original em inglês. Imagens de bibliotecas públicas de imagens ou créditos na legenda. Informações sobre DOI, autor e instituição encontram-se no corpo do artigo.
Estudo original:
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