Campos magnéticos poderosos giram ao redor do buraco negro da nossa galáxia

A colaboração do Event Horizon Telescope (EHT), que produziu a primeira imagem do nosso buraco negro Milky Way, lançada em 2022, capturou uma nova visão do objeto massivo no centro da nossa galáxia: como ele se parece na luz polarizada.Esta é a primeira vez que os astrônomos conseguem medir a polarização, uma assinatura dos campos magnéticos, tão perto da borda de Sagitário*. Esta imagem mostra a visão polarizada do buraco negro da Via Láctea.As linhas sobrepostas nesta imagem marcam a orientação da polarização, que está relacionada ao campo magnético ao redor da sombra do buraco negro.

doi.org/10.3847/2041-8213/ad2df0
Credibilidade: 989
#Sagitário 

Descobertas recentes sobre Sagitário A*

Cientistas do projeto Event Horizon Telescope (EHT) fizeram uma descoberta incrível sobre o buraco negro supermassivo no centro da Via Láctea, chamado Sagitário A* (ou Sgr A*)

Eles observaram campos magnéticos organizados e muito fortes ao redor dele, girando como espirais. Essas observações foram feitas pela primeira vez usando luz polarizada.

Os cientistas compararam Sgr A* com o buraco negro da galáxia M87 (que já havia sido estudado antes) e perceberam que ambos têm características semelhantes. Isso sugere que todos os buracos negros podem ter campos magnéticos organizados como esses.

O que é luz polarizada e como ela ajuda a entender buracos negros?

A luz é uma onda eletromagnética que pode vibrar em várias direções. Quando essas vibrações ficam organizadas em uma única direção, chamamos isso de *luz polarizada*. No caso dos buracos negros, partículas que giram ao redor das linhas do campo magnético criam padrões únicos de polarização.

Esses padrões ajudam os cientistas a “enxergar” o que está acontecendo perto do buraco negro, como os caminhos do gás e a força dos campos magnéticos. Isso é como um mapa invisível, mostrando como o buraco negro “se alimenta” da matéria ao redor e como ele interage com ela.

À esquerda, o buraco negro supermassivo no centro da galáxia da Via Láctea, Sagitário A*, é visto em luz polarizada, com as linhas visíveis indicando a orientação da polarização, que está relacionada ao campo magnético em torno da sombra do buraco negro.No centro, a emissão polarizada do centro da Via Láctea, conforme capturada pela SOFIA; atrás, à direita, a emissão polarizada da poeira através da Via Láctea, mapeada pela Colaboração Planck.

Semelhanças entre Sgr A* e M87*

O buraco negro Sgr A* está a 27 mil anos-luz da Terra e é muito menor que o buraco negro de M87, mas, mesmo assim, eles têm campos magnéticos parecidos. Em M87, esses campos ajudam a lançar jatos gigantes de material para fora do buraco negro. Agora, os cientistas acreditam que algo parecido pode acontecer com Sgr A*, mesmo que ainda não tenham visto esse jato.

Essa descoberta é importante porque mostra que campos magnéticos organizados podem ser uma característica comum em buracos negros, independentemente do tamanho.

Desafios para observar Sagitário A*:

Observar Sgr A* não é fácil. Ele está sempre mudando rapidamente, diferente de M87, que é mais estável. Por isso, os cientistas precisam de equipamentos muito sofisticados. Mesmo assim, conseguiram criar imagens polarizadas detalhadas de Sgr A*, o que foi um grande avanço.

Paul Tiede, um dos cientistas do projeto, explicou que as primeiras imagens levaram meses para serem analisadas, pois os campos magnéticos ao redor do buraco negro são turbulentos e difíceis de mapear. Felizmente, Sgr A* é relativamente “calmo”, o que tornou possível capturar essas imagens.

Avanços futuros no estudo de buracos negros:

Com a tecnologia avançando, os cientistas esperam descobrir ainda mais sobre os buracos negros. Projetos futuros como o Next-Generation Event Horizon Telescope (ngEHT) prometem criar “filmes” detalhados dos buracos negros, mostrando como eles mudam com o tempo.

Outra ideia empolgante é o projeto Black Hole Explorer (BHEX), que colocará telescópios no espaço para obter imagens ainda mais nítidas. Essas imagens poderão revelar o “anel de fótons”, uma estrutura formada pela luz que gira em torno do buraco negro. Isso ajudará a medir a massa e a rotação de vários buracos negros, esclarecendo como eles crescem e interagem com as galáxias ao seu redor.

Por que isso importa?

Estudar buracos negros nos ajuda a entender as forças mais extremas do universo, como a gravidade e os campos magnéticos. Além disso, essas descobertas podem revelar como as galáxias, incluindo a nossa, evoluem ao longo do tempo. Quanto mais aprendemos sobre Sgr A* e outros buracos negros, mais perto estamos de desvendar os segredos do cosmos.


Publicado em 12/12/2024 04h11


English version


Texto adaptado por IA (ChatGPT/Grok) do original em inglês. Imagens de bibliotecas públicas de imagens ou créditos na legenda. Informações sobre DOI, autor e instituição encontram-se no corpo do artigo.


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