Os rovers da NASA revelam os dois lados de Marte em panoramas impressionantes

O rover Curiosity da NASA tirou esta selfie em Marte em 25 de outubro de 2020, após coletar uma amostra de rocha em um local apelidado de

#Marte 

Os robôs exploradores Curiosity e Perseverance, da NASA, capturaram panoramas de 360 graus que mostram diferentes capítulos da história antiga do Planeta Vermelho

Esses veículos estão a milhares de quilômetros de distância um do outro em Marte, mas juntos ajudam a entender como o planeta se formou, teve água no passado e pode ter abrigado formas de vida.

O Curiosity, que já está há quase 15 anos em Marte, explorou o interior da cratera Gale e agora sobe as encostas do Monte Sharp, uma montanha de 5 quilômetros de altura. Ele viaja para terrenos mais jovens, enquanto o Perseverance, com apenas 5 anos de missão, investiga algumas das rochas mais antigas do Sistema Solar, perto da cratera Jezero. É como se os dois rovers viajassem no tempo em direções opostas, preenchendo lacunas na história marciana.

Recentemente, o Curiosity montou uma imagem panorâmica gigantesca usando 1.031 fotos tiradas entre novembro e dezembro de 2025. Essa vista, com 1,5 bilhão de pixels, revela uma região cheia de cristas baixas chamadas formações em “caixa? ou boxwork. Do espaço, essas estruturas parecem grandes teias de aranha. Elas se formaram quando água subterrânea passou por rachaduras na rocha antiga, depositando minerais que endureceram e resistiram à erosão. Hoje, Marte é um deserto frio e seco, mas essas marcas mostram que houve água corrente no passado, criando um ambiente que poderia ter sustentado vida microbiana.

O Perseverance, por sua vez, enviou um panorama composto de 980 imagens, tiradas entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026, de uma área apelidada “Lac de Charmes”, fora da borda da cratera Jezero. A imagem mostra o relevo do anel da cratera e rochas muito antigas. Essa região é especial porque, bilhões de anos atrás, um rio alimentava um lago dentro da cratera, depositando sedimentos que poderiam preservar sinais de micróbios.

Desde que pousou em 2012, o Curiosity já confirmou que Marte teve lagos antigos com química adequada para a vida, incluindo nutrientes para micróbios. Ao subir o Monte Sharp, ele analisa camadas de rochas que registram diferentes épocas: primeiro lagos, depois períodos mais secos. Em amostras, encontrou siderita, um mineral que pode ter armazenado dióxido de carbono da atmosfera antiga, e moléculas orgânicas complexas, algumas nunca vistas antes em Marte. Essas descobertas são importantes para entender se houve química pré-biótica, um passo rumo à vida.

O Perseverance, que chegou em 2021, foca em coletar amostras de rochas intactas para trazer de volta à Terra no futuro. Uma pedra chamada “Cheyava Falls? chamou atenção por ter manchas semelhantes às criadas por micróbios na Terra. O rover também registrou faíscas elétricas em redemoinhos de poeira e auroras visíveis da superfície – fenômenos que antes eram apenas teóricos.

Enquanto o Curiosity agora explora camadas ricas em minerais sulfatados, o Perseverance segue para terrenos ainda mais antigos, como o “Singing Canyon”. Ambos os robôs, gerenciados pelo Laboratório de Propulsão a Jato da NASA, continuam a desvendar os segredos de Marte. Suas missões mostram um planeta que já foi mais úmido e dinâmico, com potencial para ter abrigado vida microbiana há bilhões de anos.

Esses panoramas não são apenas belas imagens: eles nos permitem visualizar o ambiente real onde os rovers trabalham, conectando o público à exploração científica. Com o tempo, as amostras coletadas e os dados enviados vão ajudar cientistas a reconstruir a história completa de Marte e, quem sabe, responder se estamos sozinhos no universo. A exploração continua, revelando cada vez mais os mistérios do nosso vizinho vermelho.


Publicado em 28/04/2026 22h56


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