
doi.org/10.1126/science.ady2027
Credibilidade: 989
#Yellowstone
Cientistas acabam de revelar o que realmente mantém vivo o famoso supervulcão de Yellowstone, nos Estados Unidos
Em vez de um grande reservatório de magma líquido concentrado em um só lugar, como se imaginava antes, o sistema é alimentado por uma força profunda e difusa: um “vento do manto? que vem das camadas mais externas do interior da Terra.
Essa descoberta foi feita por pesquisadores que criaram um modelo tridimensional detalhado da litosfera (a parte rígida da Terra) e do manto que fica logo abaixo dela, na região oeste da América do Norte. Eles simularam como o material quente se move e descobriram que o magma não sobe de um ponto fixo bem profundo, como um “pluma? vindo do centro da Terra. Na verdade, ele é gerado por um fluxo horizontal lento de rocha quente na astenosfera rasa – uma espécie de vento de manto que se desloca para leste.
Esse material quente, ao ser empurrado contra a litosfera mais espessa que existe embaixo de Yellowstone, sofre uma pressão que faz com que ele se estique e derreta parcialmente. O resultado é a formação de uma grande região de “lama de magma? (magma mush), uma mistura viscosa de rocha derretida e cristais sólidos que se espalha por uma área vasta e se inclina para o sudoeste, atravessando toda a litosfera.
Diferente do que muitos pensavam, não existe uma câmara única e cheia de magma líquido pronta para explodir. O magma líquido só aparece em pequenas quantidades e por pouco tempo, logo antes das grandes erupções. O resto do tempo, o sistema funciona como um vasto reservatório difuso, sustentado por forças tectônicas regionais, incluindo os efeitos da antiga placa Farallon que ainda influencia o movimento do manto.
Essa nova visão explica melhor como os supervulcões se formam e se mantêm ativos por milhões de anos. Ela também se encaixa perfeitamente com as medições geofísicas e geoquímicas já feitas na região. O estudo sugere que esse tipo de sistema “translitostérico? – ou seja, que atravessa toda a litosfera – pode ser comum em outros supervulcões ao redor do mundo.
A compreensão desse mecanismo oculto ajuda os cientistas a monitorar melhor a atividade vulcânica em Yellowstone e pode, no futuro, melhorar a capacidade de prever quando uma grande erupção está se aproximando, mesmo que esses eventos sejam extremamente raros. Em resumo, o que parecia um mistério agora começa fazendo mais sentido: o poder do supervulcão vem de um processo dinâmico, amplo e profundo, impulsionado pelo próprio movimento interno da Terra.
Uma força oculta alimenta o supervulcão de yellowstone#Yellowstone
— Terra Rara??????ن (@Terra_Rara) April 22, 2026
Cientistas acabam de revelar o que realmente mantém vivo o famoso supervulcão de Yellowstone, nos Estados Unidos
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Publicado em 21/04/2026 09h53
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