O nascimento de um magnetar é presenciado pela primeira vez

Imagem via ESO

doi.org/10.1038/s41586-026-10151-0
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#Magnetar 

Astrônomos conseguiram, pela primeira vez, observar diretamente o nascimento de um magnetar durante uma explosão colossal de supernova

Isso aconteceu com a supernova chamada SN 2024afav, detectada em dezembro de 2024, quando uma estrela cerca de 25 vezes mais massiva que o Sol chegou ao fim da vida, a aproximadamente um bilhão de anos-luz da Terra.

Essa explosão foi um exemplo de supernova superluminosa, ou seja, pelo menos dez vezes mais brilhante do que as supernovas comuns de estrelas grandes. Uma rede global de 27 telescópios do Observatório Las Cumbres acompanhou o evento por mais de 200 dias, registrando com detalhe a variação de brilho.

O que deixou os cientistas especialmente intrigados foram algumas ondulações estranhas e peculiares na curva de luz da supernova – uma espécie de “pio? ou chirp que acelerava com o tempo. Após meses de análise, incluindo cálculos baseados na teoria da relatividade geral de Einstein, a equipe concluiu que essas características só podiam ser explicadas pela presença de um magnetar recém-nascido no centro da explosão.

Um magnetar é um tipo especial de estrela de nêutrons: uma esfera superdensa, do tamanho aproximado de uma cidade grande, que gira extremamente rápido e possui um dos campos magnéticos mais intensos conhecidos no universo – centenas ou até milhares de vezes mais forte que o de uma estrela de nêutrons comum. Esse campo magnético poderoso age como uma espécie de bateria cósmica, acelerando partículas carregadas e injetando energia enorme no material ejetado pela supernova, o que torna o brilho muito mais intenso e duradouro.

Essa descoberta confirma uma ideia que os astrônomos debatiam há anos: muitos desses eventos superluminosos são impulsionados exatamente por magnetares recém-formados. O que antes parecia quase uma explicação teórica mágica agora ganhou evidência direta e sólida, graças à observação dessa supernova em particular.

O estudo foi publicado na revista Nature em março de 2026 e representa um avanço importante para entender como algumas das explosões mais violentas e brilhantes do cosmos realmente funcionam.


Publicado em 14/03/2026 09h15


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Estudo original:


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