
A Estela de Merneptah é uma das peças arqueológicas mais importantes e comentadas quando se fala da história antiga de Israel
Trata-se de uma grande placa de granito negro, com mais de três metros de altura, encontrada em 1896 no templo funerário do faraó Merneptah, no Egito, por um famoso arqueólogo chamado Flinders Petrie.
Merneptah foi filho e sucessor do ainda mais conhecido Ramsés II e governou o Egito por volta do final do século XIII ou início do XII a.C. (segundo a datação mais aceita pela maioria dos estudiosos). A inscrição na pedra celebra principalmente uma grande vitória militar dele contra os líbios e seus aliados. Mas é nas últimas linhas do texto que aparece algo muito especial: uma lista de conquistas na região de Canaã (a terra que hoje corresponde aproximadamente a Israel, Palestina, partes do Líbano e da Jordânia), onde o faraó afirma ter derrotado várias cidades e povos.
Entre as cidades citadas estão Asquelom, Gezer e Ianoam (provavelmente uma localidade no norte, possivelmente ligada à região de Basã). E então vem a frase que tornou a estela famosa no mundo inteiro: “Israel está arrasado, despojado de sua semente? (ou, em outra tradução bastante comum: “Israel está devastado, seu grão não existe mais”).

O que torna essa menção tão significativa é que se trata da referência mais antiga conhecida fora da Bíblia ao nome “Israel”. E o mais interessante: o texto egípcio não fala de Israel como uma simples cidade ou um pequeno grupo isolado. Os hieróglifos usam um símbolo especial que indica um povo ou uma nação (e não um lugar fixo como as outras cidades mencionadas). Isso mostra que, na época em que a estela foi escrita, já existia um grupo chamado Israel vivendo na região de Canaã, com certa organização e relevância suficiente para ser citado numa lista de inimigos derrotados por um faraó.
Para quem acompanha a história bíblica, essa informação é muito importante. Ela demonstra que, por volta de 1200 a.C. (ou um pouco antes, dependendo da cronologia adotada), o povo de Israel já estava estabelecido na terra prometida, e não mais vagando pelo deserto como nômades logo após a saída do Egito. Isso se encaixa bem com a cronologia tradicional da Bíblia, que coloca a conquista da terra no tempo de Josué e o período dos juízes logo depois.
A ESTELA DO FARAÓ MERNEPTÁ – Achado arqueológico muito importante para os Cristãos.
— Fiel ???????? (@FielGuerreiroD) December 30, 2025
A Estela de Merneptá (ou Estela de Israel) é um monólito egípcio de granito do século XIII a.C. (cerca de 1208 a.C.) que registra as vitórias militares do Faraó Merneptá, sendo famosa por… pic.twitter.com/0FiIdJSPBq
Os faraós costumavam exagerar bastante nas suas vitórias (era comum na propaganda da época), então a frase “Israel está arrasado? não significa necessariamente que o povo tenha sido completamente destruído. Provavelmente o faraó queria mostrar força e dizer que conseguiu causar dano significativo. Mesmo assim, o simples fato de mencionar Israel já é uma forte evidência histórica da existência desse povo naquela época remota.
Hoje a Estela de Merneptah está exposta no Museu Egípcio do Cairo e continua sendo estudada por arqueólogos, historiadores e estudiosos da Bíblia. Para muitos, ela representa uma ponte impressionante entre a arqueologia e os relatos do Antigo Testamento, mostrando que, mais de 3.200 anos atrás, o nome “Israel? já ecoava como uma realidade histórica no Oriente Médio antigo.
A menção MAIS ANTIGA de "Israel" fora
— ilatina.portugues (@ilatina_pt) August 16, 2025
da Bíblia está na Estela de Mernepta, também conhecida como Estela de Israel, datada de cerca de 1208 a.C.
Foi esculpida pelo faraó Merneptá, filho do famoso Ramsés II.
Este monumento de pedra de 3 metros de altura está escrito em… pic.twitter.com/HDE5K7RN29
Publicado em 31/12/2025 06h54
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