doi.org/10.1103/77rd-vkpz
Credibilidade: 989
#Universo
Os primeiros campos magnéticos do Universo, que surgiram nos seus momentos iniciais, eram extremamente fracos, bilhões de vezes mais fracos do que o ímã de uma geladeira comum
Sua força era semelhante ao magnetismo gerado pelos neurônios no cérebro humano. Mesmo sendo tão sutis, esses campos deixaram marcas que ainda podem ser detectadas na teia cósmica, uma vasta rede de estruturas que conecta galáxias por todo o Universo.
Essa descoberta veio de um estudo que usou cerca de 250 mil simulações de computador, feitas por pesquisadores da SISSA (Escola Internacional de Estudos Avançados em Trieste, Itália) e de universidades como Hertfordshire, Cambridge, Nottingham, Stanford e Potsdam. O estudo, publicado na revista *Physical Review Letters*, também contou com dados de observações reais e trouxe novas informações sobre os limites da força desses campos magnéticos primordiais, além de ajudar a entender como o Universo começou, incluindo a formação das primeiras estrelas e galáxias.
A Teia Cósmica Magnetizada
A teia cósmica é uma estrutura em forma de filamentos que conecta galáxias e permeia o Universo. Ainda há muito a descobrir sobre ela, mas um dos seus mistérios é por que ela é magnetizada, não apenas perto das galáxias, onde isso seria esperado, mas também em regiões distantes e pouco povoadas. Explicar isso é mais complicado.
Mak Pavi”evi”, estudante de doutorado da SISSA e principal autor do estudo, junto com seu orientador Matteo Viel, explica: “Nossa ideia era que esse magnetismo poderia ser um resquício de eventos que aconteceram no início do Universo. Achamos que os filamentos da teia cósmica podem ter se tornado magnetizados durante a “inflação? – um período antes do Big Bang – ou em momentos posteriores, chamados de transições de fase. Nosso estudo tentou confirmar isso e medir a força desses campos magnéticos.”
Um Quarto de Milhão de Simulações
Uma equipe internacional realizou mais de 250 mil simulações de computador para estudar a teia cósmica e o papel dos campos magnéticos primordiais na sua formação. Segundo Vid Ir”i”, da Universidade de Hertfordshire e coautor do estudo, “essas são as simulações mais realistas e amplas já feitas sobre a influência dos campos magnéticos primordiais na teia cósmica.”
Pavi”evi? e Viel complementam: “Ao comparar as simulações com dados reais, vimos que nossas hipóteses estavam certas. Quando incluímos os campos magnéticos primordiais, a teia cósmica fica mais parecida com o que observamos. Descobrimos que um modelo do Universo com um campo magnético muito fraco, de cerca de 0,2 nano-gauss, se ajusta muito melhor aos dados experimentais.”
Um Novo Limite para os Campos Magnéticos Primordiais
Os cientistas calcularam que os campos magnéticos primordiais tinham uma força extremamente baixa, estabelecendo um novo limite máximo, várias vezes menor do que estimativas anteriores. Pavi”evi? e Viel explicam: “Nosso estudo define limites rigorosos para a intensidade dos campos magnéticos formados nos primeiros momentos do Universo. Isso está de acordo com estudos recentes sobre a radiação cósmica de fundo.”
Eles acrescentam: “Essas descobertas nos ajudam a entender melhor os eventos do início do Universo. Os campos magnéticos teriam aumentado a densidade da teia cósmica, acelerando a formação de estrelas e galáxias. Futuras observações do Telescópio Espacial James Webb poderão confirmar ainda mais nossos resultados.”
Vid Ir”i? finaliza: “Esses novos limites não apenas nos ajudam a entender o impacto dos campos magnéticos primordiais na evolução do Universo, mas também têm implicações importantes para outros modelos teóricos que explicam a formação de estruturas cósmicas.”
Publicado em 19/09/2025 18h02
Texto adaptado por IA (Grok) do original em inglês. Imagens de bibliotecas públicas de imagens ou créditos na legenda. Informações sobre DOI, autor e instituição encontram-se no corpo do artigo.
Estudo original:
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