
doi.org/10.1109/RFIC61188.2025.11082855
Credibilidade: 999
#Chip
Um grupo de pesquisadores desenvolveu um novo tipo de chip que promete melhorar a eficiência energética de dispositivos sem fio, como smartphones, sensores industriais e eletrodomésticos inteligentes
Esse chip inovador é pequeno, flexível e pode ser facilmente integrado aos aparelhos que usamos no dia a dia, além de estar preparado para atender às exigências mais rigorosas das futuras tecnologias de comunicação, como o 6G. Com ele, os dispositivos podem consumir menos energia ao enviar e receber dados, mantendo uma comunicação confiável e de alta qualidade.
Como funciona a transmissão sem fio?
Para entender a importância desse novo chip, é útil saber como os dispositivos sem fio, como seu celular ou roteador Wi-Fi, funcionam. Todo dispositivo sem fio possui um transmissor, que converte informações digitais (como mensagens ou vídeos) em sinais eletromagnéticos. Esses sinais viajam pelo ar até chegarem a um receptor, como outro celular ou uma torre de internet. O processo de transformar os dados digitais em sinais é chamado de modulação.
Nos sistemas tradicionais, os sinais são enviados em um padrão uniforme, ou seja, todos os “pacotes? de dados têm o mesmo tamanho e são organizados de forma previsível. Isso ajuda a evitar interferências, mas não é muito eficiente, especialmente porque as condições do ambiente sem fio (como obstáculos ou ruídos) mudam o tempo todo. Um padrão uniforme não se adapta bem a essas mudanças, o que pode desperdiçar energia.
Uma nova abordagem para modulação
Os pesquisadores, liderados por Muriel Médard, professora do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), desenvolveram uma solução mais inteligente. Eles criaram um sistema que usa uma modulação otimizada, onde os sinais não seguem um padrão uniforme. Em vez disso, o chip ajusta a forma como os dados são enviados com base nas condições do ambiente, transmitindo mais informações com menos energia.
Porém, há um desafio: a modulação otimizada, embora mais eficiente, pode ser mais suscetível a erros, especialmente em ambientes cheios de interferências, como uma cidade com muitos sinais Wi-Fi. Quando os sinais não têm um tamanho uniforme, o receptor pode ter dificuldade para distinguir o que é dado e o que é ruído.
Para resolver isso, o novo chip adiciona pequenos “espaços? entre os dados, na forma de bits extras, que funcionam como marcadores. Esses bits ajudam o receptor a identificar o início e o fim de cada transmissão, evitando confusões. Assim, o chip combina a eficiência da modulação otimizada com a confiabilidade necessária para uma comunicação clara.
A tecnologia por trás do sucesso
Essa inovação só foi possível graças a uma técnica chamada GRAND (sigla para “Grand Algoritmo de Decodificação Universal”), desenvolvida anteriormente pela equipe de Médard. O GRAND é como um detetive que consegue “adivinhar? quais partes de uma transmissão foram afetadas por ruídos ou interferências. No caso do novo chip, um algoritmo inspirado no GRAND ajusta o tamanho dos sinais recebidos, identificando os bits extras e reconstruindo a mensagem original sem erros.
“Graças ao GRAND, nosso transmissor consegue fazer transmissões mais eficientes com padrões não uniformes de dados, e nós podemos ver os benefícios disso”, explica Médard.
Um chip versátil e eficiente
O chip tem um design compacto e flexível, o que permite integrá-lo facilmente a uma variedade de dispositivos. Ele é ideal para aparelhos que precisam gerenciar o consumo de energia com cuidado, como sensores industriais que monitoram fábricas 24 horas por dia ou eletrodomésticos inteligentes que enviam notificações em tempo real, como uma geladeira que avisa quando a porta fica aberta.
Os testes mostraram que o novo chip reduz os erros de transmissão para cerca de um quarto do que ocorre em sistemas que usam modulação otimizada sem as melhorias do GRAND. Surpreendentemente, ele também supera os transmissores tradicionais, que usam modulação uniforme, oferecendo taxas de erro muito menores.
“Foi um desafio não voltar ao jeito tradicional de fazer as coisas, porque estávamos mexendo em conceitos que considerávamos garantidos e que ensinamos por décadas”, diz Médard. A abordagem inovadora, que pensa fora da caixa, resultou em um circuito mais eficiente e inteligente, capaz de melhorar os dispositivos atuais e preparar o terreno para tecnologias futuras, como o 6G.
Por que isso é importante?
A eficiência energética é crucial no mundo de hoje, onde bilhões de dispositivos estão conectados à internet – a chamada Internet das Coisas (IoT, na sigla em inglês). Desde sensores em fábricas até relógios inteligentes, todos esses aparelhos precisam enviar e receber dados sem esgotar suas baterias rapidamente. Além disso, a chegada do 6G, a próxima geração de redes móveis, exigirá ainda mais eficiência e velocidade na transmissão de dados.
O chip da equipe de Médard pode ser incorporado imediatamente a dispositivos existentes, trazendo ganhos instantâneos de desempenho. Ele também é flexível o suficiente para ser usado em tecnologias futuras, garantindo comunicações mais confiáveis e econômicas.
O que vem por aí?
Os pesquisadores planejam continuar aprimorando o chip, explorando novas técnicas para aumentar ainda mais a eficiência e reduzir erros. Eles acreditam que essa tecnologia pode transformar a forma como os dispositivos sem fio funcionam, desde smartphones até sistemas complexos de monitoramento.
Rocco Tam, especialista da NXP Semiconductors, empresa que não participou do estudo, elogiou a inovação: “Esse transmissor é uma mudança radical em relação à modulação tradicional de sinais de rádio. Ele terá um papel importante na próxima geração de conectividade, como 6G e Wi-Fi.”
O projeto contou com o apoio de instituições como a DARPA (Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa dos EUA), a National Science Foundation e o Texas Analog Center for Excellence. Com essa nova tecnologia, estamos um passo mais perto de um futuro onde nossos dispositivos sem fio são mais inteligentes, confiáveis e econômicos.
Publicado em 08/08/2025 10h28
Texto adaptado por IA (Grok) do original em inglês. Imagens de bibliotecas públicas de imagens ou créditos na legenda. Informações sobre DOI, autor e instituição encontram-se no corpo do artigo.
Estudo original:
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