
doi.org/10.1038/s41550-025-02565-z
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#superterra
Um novo método de detecção revelou uma super-Terra que pode ser habitável, impulsionando a busca por planetas capazes de sustentar vida
“Estamos sozinhos”? Essa pergunta fascina a humanidade há gerações. Em 1995, a descoberta do primeiro exoplaneta (um planeta fora do nosso Sistema Solar) orbitando uma estrela parecida com o Sol marcou um momento decisivo para tentar responder a esse mistério.
Desde então, a pesquisa de exoplanetas se tornou um dos principais focos da astronomia moderna, ajudando a entender como os planetas se formam, evoluem e, quem sabe, abrigam vida. Um grande objetivo é encontrar planetas semelhantes à Terra, localizados em zonas habitáveis – regiões ao redor de estrelas onde as condições podem permitir a existência de água líquida, essencial para a vida como conhecemos.

Descoberta com um Novo Método
Uma equipe internacional, liderada pelos Observatórios de Yunnan, da Academia Chinesa de Ciências, fez uma descoberta importante usando um método chamado Variação do Tempo de Trânsito (TTV, na sigla em inglês). Pela primeira vez, esse método permitiu encontrar uma super-Terra, batizada de Kepler-725c, que tem cerca de 10 vezes a massa da Terra e orbita na zona habitável de uma estrela semelhante ao Sol, chamada Kepler-725. Os resultados foram publicados na revista *Nature Astronomy*.
Normalmente, os cientistas usam dois métodos para encontrar planetas pequenos (com até 10 vezes a massa da Terra) em zonas habitáveis: o método de trânsito (que observa a diminuição da luz da estrela quando um planeta passa na frente dela) e o método da velocidade radial (que detecta o “bamboleio? da estrela causado pela gravidade do planeta). Porém, esses métodos têm limitações. Planetas pequenos, com órbitas longas, produzem sinais fracos que são difíceis de detectar, especialmente com a técnica de velocidade radial, que exige medições muito precisas. Já o método de trânsito só funciona se o planeta passar exatamente na linha de visão da Terra, o que é raro para planetas com órbitas longas.
Kepler-725c e Suas Chances de Habitabilidade
O novo planeta, Kepler-725c, não é detectado pelo método de trânsito, mas orbita uma estrela do tipo G9V, semelhante ao Sol. Ele completa uma volta ao redor da estrela em 207,5 dias e está a uma distância de 0,674 unidade astronômica (UA), recebendo cerca de 1,4 vezes a radiação solar que a Terra recebe. Durante parte de sua órbita, ele fica dentro da zona habitável da estrela, o que o torna um candidato promissor para ser habitável.
A equipe usou os sinais de TTV do planeta Kepler-725b, um gigante gasoso com órbita de 39,64 dias no mesmo sistema, para calcular a massa e os detalhes da órbita do Kepler-725c. O método TTV não exige que o planeta passe na frente da estrela nem medições superprecisas da estrela, o que o torna ideal para encontrar planetas pequenos, de órbitas longas e que não são detectados pelos outros métodos. Assim, o TTV é uma ferramenta poderosa para descobrir planetas como a “Terra 2.0”.
Com base nesses resultados, missões futuras, como a missão PLATO, da Europa, e a missão ET (“Terra 2.0”), da China, poderão usar o método TTV para aumentar muito as chances de encontrar um planeta semelhante à Terra, capaz de sustentar vida.
Publicado em 07/08/2025 16h57
Texto adaptado por IA (Grok) do original em inglês. Imagens de bibliotecas públicas de imagens ou créditos na legenda. Informações sobre DOI, autor e instituição encontram-se no corpo do artigo.
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