
doi.org/10.3847/PSJ/ade3d8
Credibilidade: 989
#Europa
A química da superfície de Europa, uma lua de Júpiter, sugere condições que podem suportar vida abaixo de sua crosta gelada
Experimentos em laboratório revelaram como o peróxido de hidrogênio, uma substância importante, aparece em lugares inesperados.
O que os cientistas descobriram?
Pesquisadores do Southwest Research Institute (SwRI) realizaram testes para entender por que há peróxido de hidrogênio (H2O2) congelado na superfície de Europa. Os resultados, publicados no *Planetary Science Journal*, ajudam a explicar dados surpreendentes coletados pelo Telescópio Espacial James Webb (James Webb).
As observações do James Webb mostraram que o peróxido de hidrogênio está presente em maior quantidade nas regiões equatoriais mais quentes de Europa, especialmente em uma área chamada Tara Regio. Isso foi inesperado, já que estudos anteriores sugeriam que ele seria mais comum nas zonas polares, que são mais frias.

Como os cientistas investigaram?
Para entender esse mistério, Bereket Mamo, um estudante de pós-graduação da Universidade do Texas em San Antonio que trabalha com o SwRI, liderou um estudo financiado pela NASA. Ele recriou as condições da superfície de Europa em um laboratório no Centro de Astrofísica e Experimentos Espaciais do SwRI.
Mamo notou que as áreas com mais peróxido de hidrogênio, conhecidas como terrenos caóticos, também tinham maior quantidade de dióxido de carbono (CO2). Os cientistas acreditam que esse CO2 pode estar escapando de um oceano líquido abaixo da superfície, subindo por rachaduras no gelo.
No laboratório, a equipe misturou gelo de água com CO2 em uma câmara de vácuo e bombardeou a mistura com elétrons de alta energia, imitando as condições de Europa. Eles descobriram que mesmo pequenas quantidades de CO2 aumentam muito a formação de peróxido de hidrogênio em temperaturas semelhantes às da superfície da lua.
O que isso significa para a possibilidade de vida em Europa?
O Dr. Ujjwal Raut, orientador de Mamo, explicou que o objetivo do estudo é avaliar se Europa pode abrigar vida. A presença de peróxido de hidrogênio junto com CO2, cloreto de sódio (sal) e outros compostos é um sinal importante. Esses materiais podem vir do oceano subterrâneo, chegar à superfície e, ao serem atingidos por radiação, formar substâncias como o peróxido de hidrogênio. Com o tempo, essas substâncias podem voltar ao oceano e reagir com outras moléculas, liberando energia química que poderia sustentar formas de vida.
“Essas substâncias, como o peróxido de hidrogênio, são importantes porque podem armazenar energia química, essencial para mundos oceânicos escuros onde a luz do sol não chega”, disse o Dr. Ben Teolis, outro cientista do SwRI e coautor do estudo.

Por que isso é importante?
Essas descobertas explicam por que o peróxido de hidrogênio está em lugares inesperados em Europa e também podem ajudar a entender sua presença em outros corpos celestes gelados, como a lua Ganimedes, de Júpiter, e Caronte, de Plutão, onde também foi detectado junto com CO2.
Além disso, os resultados preparam o terreno para missões espaciais, como a *Europa Clipper* da NASA, que está a caminho de Júpiter para estudar a lua de perto, e a missão *JUICE* da Agência Espacial Europeia. Essas missões vão explorar se Europa realmente tem condições para abrigar vida.
Em resumo
Os experimentos mostram que a combinação de CO2 com a radiação na superfície de Europa cria peróxido de hidrogênio em maior quantidade nas regiões mais quentes. Isso sugere que o oceano abaixo da superfície pode estar enviando materiais que, ao reagirem, produzem energia química – um ingrediente essencial para a possibilidade de vida. Essas descobertas são um passo importante para entender se Europa, e outros mundos gelados, podem ser habitáveis.
Publicado em 07/08/2025 04h22
Texto adaptado por IA (Grok) do original em inglês. Imagens de bibliotecas públicas de imagens ou créditos na legenda. Informações sobre DOI, autor e instituição encontram-se no corpo do artigo.
Estudo original:
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