O segredo gigantesco de júpiter: pequenas luas revelam um planeta muito maior

Júpiter é mostrado em luz visível para contextualizar, com uma impressão artística do brilho infravermelho da atmosfera superior de Júpiter sobreposta, juntamente com linhas de campo magnético. Crédito: J. O”Donoghue (JAXA)/Hubble/NASA/ESA/A. Simon/J. Schmidt

doi.org/10.1038/s41550-025-02512-y
Credibilidade: 589
#Júpiter 

Júpiter, o maior planeta do Sistema Solar, pode ter sido mais de duas vezes maior do que é hoje, com um campo magnético até 50 vezes mais forte, segundo cientistas que estudaram suas pequenas luas internas

Essas descobertas oferecem uma visão única e valiosa sobre como Júpiter – e todo o Sistema Solar – se formou.

Júpiter – Um Gigante Ainda Maior no Passado

Júpiter já é conhecido como o “campeão dos pesos pesados? do Sistema Solar, mas novas pesquisas sugerem que ele foi ainda mais impressionante no passado. Cientistas acreditam que Júpiter teve um papel fundamental na formação do Sistema Solar. Sua forte gravidade moldou as órbitas de outros planetas, ajudou criando o cinturão de asteroides e até pode ter protegido a Terra, desviando asteroides perigosos.

Uma ilustração de Júpiter com linhas de campo magnético emitindo de seus polos. Crédito: K. Batygin

Descobrindo o Poder Antigo de Júpiter

Um novo estudo, liderado pelos astrônomos Konstantin Batygin, da Caltech, e Fred C. Adams, da Universidade de Michigan, revelou que Júpiter já teve entre duas e duas vezes e meia o tamanho atual. Além disso, seu campo magnético era incrivelmente mais forte, até 50 vezes maior que o de hoje. Essas descobertas ajudam a entender como era o Sistema Solar em seus primeiros momentos, uma época caótica e crucial para sua formação. O estudo, intitulado “Determinação do Estado Físico Primordial de Júpiter”, foi publicado em 20 de maio de 2025, na revista Nature Astronomy.

Repensando a Formação do Sistema Solar

Por muito tempo, os cientistas pensaram que o Sistema Solar foi moldado principalmente pelo Sol e por Júpiter. No entanto, entender exatamente como Júpiter se formou sempre foi difícil, devido às incertezas sobre como planetas gigantes como ele se desenvolvem. Essas incertezas envolvem questões como a quantidade de gás que Júpiter conseguiu capturar, a velocidade com que cresceu e o tamanho de seu núcleo, feito de rochas e metais.

As Luas de Júpiter Contam Segredos Antigos

Para resolver esse mistério, Batygin e Adams estudaram Amalthea e Thebe, duas pequenas luas que orbitam muito perto de Júpiter, ainda mais próximas que Io, uma das luas galileanas. Essas luas têm órbitas levemente inclinadas e pequenas irregularidades, o que permitiu aos cientistas calcular o tamanho original de Júpiter. Eles descobriram que o planeta já teve um volume equivalente a mais de 2.000 Terras, cerca de duas vezes maior que seu volume atual, de 1.321 Terras.

Como disse Batygin: “Queremos entender de onde viemos, e descobrir como os planetas se formaram é uma peça essencial desse quebra-cabeça. Esse estudo nos ajuda a entender não só Júpiter, mas como todo o Sistema Solar tomou forma.”

Um Novo Ponto de Partida para a Ciência Planetária

Essas descobertas são importantes porque evitam as incertezas comuns nos modelos de formação de planetas, que dependem de suposições difíceis de confirmar, como a forma como o gás interage com a radiação ou a velocidade de crescimento do planeta. Em vez disso, os cientistas usaram dados mais concretos, como o movimento das luas de Júpiter e a conservação de sua energia rotacional.

O estudo também esclarece um momento crucial: quando a nuvem de gás e poeira que formou os planetas, chamada de nebulosa solar, desapareceu. Esse foi um ponto de virada, quando os “tijolos? que construíram os planetas sumiram, e a estrutura inicial do Sistema Solar começou a se formar. “É incrível que, após 4,5 bilhões de anos, ainda existam pistas que nos permitam reconstruir como era Júpiter no início de sua existência”, afirmou Adams.

Impactos para Além do Sistema Solar

Essas descobertas também podem ajudar a entender como outros planetas, incluindo os fora do Sistema Solar (chamados exoplanetas), se formam. A pesquisa confirma que Júpiter e outros gigantes gasosos começaram como núcleos rochosos e gelados que rapidamente atraíram gás da nebulosa solar. Com medições mais precisas do tamanho, rotação e campo magnético de Júpiter em sua fase inicial, os cientistas agora têm uma base mais sólida para estudar a formação de planetas em todo o universo.


Publicado em 27/05/2025 00h04


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Texto adaptado por IA (Grok) do original em inglês. Imagens de bibliotecas públicas de imagens ou créditos na legenda. Informações sobre DOI, autor e instituição encontram-se no corpo do artigo.


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