Maior do que imaginávamos? Cientistas revelam novas estimativas do tamanho do megalodon

Linha de costa revisada tentativa do corpo de 24.3 metros (80 feet) extinto megatooth shark, Otodus megalodon. Notas importantes: 1) a forma exata, tamanho, e posição da maioria das penas continuam desconhecidas com base no registro fóssil atual

doi.org/10.26879/1502
Credibilidade: 989
#Magalodon 

O professor de Paleobiologia da Universidade DePaul, Kenshu Shimada, está liderando um estudo com a ajuda de 28 especialistas

Esse novo trabalho científico traz informações importantes sobre o Megalodon (Otodus megalodon), um tubarão gigante pré-histórico que viveu em quase todos os oceanos entre 15 e 3,6 milhões de anos atrás. O estudo, que envolveu pesquisadores de várias áreas como biologia de tubarões, fósseis e anatomia de vertebrados, será publicado na revista Palaeontologia Electronica.

O Megalodon é conhecido principalmente por seus dentes serrilhados fossilizados, vértebras e escamas, já que nenhum esqueleto completo foi encontrado. Por causa da semelhança dos dentes serrilhados, o tubarão-branco atual (Carcharodon carcharias) foi usado por muito tempo como base para imaginar como o Megalodon seria. Estudos anteriores, além de livros e filmes de ficção científica como Megatubarão, costumavam mostrar o Megalodon como uma versão enorme do tubarão-branco.

Mesmo assim, uma coluna vertebral fossilizada quase completa, que seria a parte do “tronco” de um O. megalodon, foi bem estudada na Bélgica. Ela tem cerca de 11 metros de comprimento (36 pés). O novo estudo fez uma pergunta simples: “Qual seria o tamanho das partes que não estão na coluna vertebral, como a cabeça e a cauda desse Megalodon”?

Calculando o tamanho real do Megalodon

Para responder a essa questão, a equipe de cientistas da Austrália, Áustria, Brasil, França, Itália, Japão, México, Reino Unido e Estados Unidos analisou as proporções da cabeça, tronco e cauda em relação ao comprimento total do corpo de 145 espécies de tubarões modernos e 20 espécies extintas. Eles assumiram que o Megalodon tinha um corpo parecido com a maioria dos tubarões. Assim, calcularam que a cabeça representava cerca de 16,6% e a cauda cerca de 32,6% do comprimento total.

Com base nisso, como o “tronco” belga mede 11 metros, a cabeça teria cerca de 1,8 metro (6 pés) e a cauda 3,6 metros (12 pés). Isso resulta em um comprimento total estimado de 16,4 metros (54 pés) para esse Megalodon específico.

A maior vértebra do exemplar belga tem 15,5 centímetros (6 polegadas) de diâmetro, mas vértebras de Megalodon ainda maiores, com até 23 centímetros (9 polegadas) de diâmetro, foram encontradas na Dinamarca. Se essas vértebras dinamarquesas forem as maiores do corpo, aquele indivíduo poderia ter chegado a 24,3 metros (80 pés) de comprimento.

“Atualmente, 24,3 metros é a maior estimativa razoável para o tamanho do Megalodon que podemos justificar com base na ciência e nos fósseis que temos hoje”, disse Shimada, que faz parte dos departamentos de Ciências Ambientais e Biológicas da Universidade DePaul.

Mas o estudo de Shimada e sua equipe não parou por aí. Comparando as proporções do corpo, eles concluíram que o formato do Megalodon provavelmente se parecia mais com o tubarão-limão atual (Negaprion brevirostris), que tem um corpo mais fino que o tubarão-branco. Eles também notaram que tubarões gigantes modernos, como o tubarão-baleia (Rhincodon typus) e o tubarão-frade (Cetorhinus maximus), assim como baleias, têm corpos esguios. Isso acontece porque corpos grandes e robustos não são eficientes para nadar na água. Já o tubarão-branco, que tem um corpo mais grosso, não consegue ficar gigante (no máximo 7 metros ou 23 pés) por causa dessas limitações. Essa descoberta ajudou a explicar por que alguns animais aquáticos podem ser gigantes e outros não.

Mais descobertas sobre crescimento e comportamento

A equipe de pesquisa também incluiu dois ex-alunos de mestrado de Shimada na Universidade DePaul: Phillip Sternes e Jake Wood.

“Nosso estudo reforça a ideia de que o Megalodon não era apenas uma versão gigante do tubarão-branco atual, confirmando nossa pesquisa anterior”, disse Sternes, que hoje trabalha como educador no SeaWorld San Diego.

“O que torna nosso estudo diferente de todos os outros sobre o tamanho e formato do Megalodon é que usamos uma abordagem nova, que não depende só do tubarão-branco atual”, acrescentou Wood, que agora é estudante de doutorado na Universidade Atlântica da Flórida, em Boca Raton.

O estudo também revisou outros aspectos biológicos. Por exemplo, um Megalodon de 24,3 metros pesaria cerca de 94 toneladas, e sua velocidade média, estimada pelas escamas, seria entre 2,1 e 3,5 quilômetros por hora (1,3 a 2,2 milhas por hora), o que não é mais rápido que o tubarão-branco atual. Os padrões de crescimento nas vértebras belgas sugerem que o Megalodon dava à luz filhotes vivos com cerca de 3,6 a 3,9 metros (12 a 13 pés) e que os embriões se alimentavam comendo ovos dentro da mãe. Esses padrões, junto com o registro fóssil do Megalodon e da linhagem do tubarão-branco, indicam que o surgimento do tubarão-branco há cerca de 5 milhões de anos pode ter contribuído para a extinção do Megalodon por causa da competição.

“Muitas das nossas interpretações ainda são incertas, mas são baseadas em dados e servirão como referência para estudos futuros sobre a biologia do Megalodon”, disse Shimada, que espera que um esqueleto completo seja encontrado um dia para testar essas ideias.


Publicado em 14/03/2025 18h30


English version


Texto adaptado por IA (ChatGPT / Gemini) do original em inglês. Imagens de bibliotecas públicas de imagens ou créditos na legenda. Informações sobre DOI, autor e instituição encontram-se no corpo do artigo.


Estudo original:


Geoprocessamento
Sistemas para drones
HPC
Sistemas ERP e CRM
Sistemas mobile
IA