Motores flagelares: como as bactérias alcançam quase 100% de eficiência energética

Esse estudo identificou os principais componentes estruturais dos caminhos dos íons de sódio no estator do motor flagelar bacteriano.Também descobriu algumas das mudanças estruturais pelas quais o estator passa à medida que os íons fluem através dele e como mutações e produtos químicos específicos podem interferir nessa função.

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Imagens de microscopia eletrônica mostram estruturas e mecanismos importantes dentro das máquinas moleculares que algumas bactérias usam para se locomover

Quando falamos de motores, a maioria das pessoas pensa em carros ou máquinas. Mas os motores biológicos existem há milhões de anos em micro-organismos. Muitas bactérias têm estruturas parecidas com caudas, chamadas flagelos, que giram para ajudá-las a se mover em líquidos. Esse movimento é produzido por um conjunto de proteínas chamado motor flagelar.

O motor flagelar tem duas partes principais: o rotor e os estatores. O rotor é uma estrutura grande que gira e fica presa à membrana da célula, sendo ele o responsável por movimentar o flagelo. Já os estatores são estruturas menores ao redor do rotor e possuem canais por onde passam íons, como prótons ou íons de sódio, dependendo do tipo de bactéria. Quando esses íons carregados atravessam os canais, os estatores mudam de forma e empurram o rotor, fazendo-o girar. Apesar de muitos estudos sobre os estatores, ainda não está totalmente claro como esses canais de íons funcionam.

Um Olhar Mais Atento ao Motor Flagelar da Vibrio alginolyticus

Nesse contexto, uma equipe de pesquisa liderada pelo Professor Assistente Tatsuro Nishikino, do Instituto de Tecnologia de Nagoya, analisou o motor flagelar da bactéria Vibrio alginolyticus. A equipe também contou com Norihiro Takekawa e Katsumi Imada, da Universidade de Osaka, Jun-ichi Kishikawa, do Instituto de Tecnologia de Kyoto, e Seiji Kojima, da Universidade de Nagoya. Os resultados foram publicados na revista Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America em 30 de dezembro de 2024.

Os cientistas usaram uma técnica avançada chamada microscopia crio-eletrônica (CryoEM), que permite tirar fotos muito detalhadas de moléculas biológicas. Para isso, eles congelaram rapidamente as bactérias e as observaram com um microscópio eletrônico. Analisando V. alginolyticus normais e modificadas geneticamente, a equipe conseguiu capturar imagens dos estatores em diferentes momentos e identificou cavidades importantes por onde passam os íons de sódio.

Com base nesses dados, os pesquisadores criaram um modelo que explica como os íons de sódio se movem pelos estatores. Em resumo, as subunidades dos estatores da Vibrio alginolyticus, organizadas em um anel, funcionam como filtros que deixam passar apenas íons de sódio, bloqueando outros tipos de íons. Eles também descobriram como uma substância chamada fenamil, que bloqueia canais de íons, impede o movimento dos íons de sódio pelos estatores.

Modelo Proposto para o Fluxo de Íons de Sódio

Os resultados desse estudo podem ser muito úteis na área da medicina.

“O movimento baseado em flagelos está ligado a infecções e à toxicidade de algumas bactérias perigosas. Um dos motivos para fazer esse estudo foi encontrar maneiras de desativar essas bactérias, limitando sua capacidade de se mover. Entender como o motor flagelar funciona em nível molecular é essencial para isso”, explica Tatsuro.

Além disso, o conhecimento sobre motores flagelares pode inspirar a criação de máquinas minúsculas. “Os motores flagelares são como nanomáquinas moleculares, com cerca de 45 nanômetros de diâmetro e uma eficiência energética de quase 100%. Nossos resultados são um grande avanço para entender como eles geram força, o que pode ser muito importante para desenvolver motores moleculares em escala nanométrica”, conclui Tatsuro.

Esperamos que novos estudos ajudem a esclarecer todos os detalhes dessas incríveis máquinas naturais!


Publicado em 21/02/2025 19h20


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Texto adaptado por IA (ChatGPT / Gemini) do original em inglês. Imagens de bibliotecas públicas de imagens ou créditos na legenda. Informações sobre DOI, autor e instituição encontram-se no corpo do artigo.


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